Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
A TCC parte da ideia de que pensamentos, emoções e comportamentos estão conectados: a forma como interpretamos uma situação influencia o que sentimos e como agimos. Quando esses padrões de pensamento são rígidos, distorcidos ou automáticos, eles podem alimentar ansiedade, autocobrança e outras dificuldades emocionais.
Na prática, a TCC ajuda a identificar esses padrões, questionar sua utilidade e desenvolver formas mais flexíveis e realistas de pensar — o que, com o tempo, muda também como a pessoa se sente e se comporta diante das situações do dia a dia.
Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)
A ACT parte de um princípio diferente: nem todo pensamento ou sentimento difícil precisa ser eliminado ou controlado para que se possa viver bem. Tentar evitar ou lutar constantemente contra pensamentos incômodos, ansiedade ou tristeza costuma, paradoxalmente, aumentar o sofrimento.
Em vez disso, a ACT trabalha a capacidade de conviver com experiências internas difíceis sem que elas paralisem a vida, e ajuda a esclarecer valores — aquilo que realmente importa para a pessoa — para orientar ações concretas, mesmo na presença do desconforto.
Como funciona a TCC para ansiedade, na prática?
No caso da ansiedade, a TCC costuma envolver: identificar os pensamentos que disparam ou mantêm a ansiedade, entender os padrões de evitação que trazem alívio imediato mas mantêm o problema a longo prazo, e desenvolver estratégias práticas para lidar com situações que geram desconforto — de forma gradual e estruturada.
Por que usar as duas abordagens juntas?
A TCC oferece ferramentas concretas para lidar com pensamentos e comportamentos. A ACT contribui com uma relação mais saudável com aquilo que não pode ser controlado, e uma bússola de valores para guiar as escolhas. Na prática clínica, elas se complementam: entender e flexibilizar pensamentos (TCC), aceitar o que não pode ser mudado no momento e agir de acordo com o que importa (ACT).
São abordagens baseadas em evidências
Tanto a TCC quanto a ACT têm ampla evidência científica de eficácia para ansiedade, sobrecarga emocional e diversas outras demandas psicológicas. Minha atuação como psicóloga é fundamentada nesses estudos, adaptando as ferramentas ao momento e às necessidades de cada pessoa — não existe um protocolo único aplicado a todos.